Porquê Gone Home é meu jogo favorito

A mais ou menos 6 meses atrás, eu estava no meu quarto, procurando joguinhos independentes pra jogar que rodassem no meu PC. Eu ouvi dizer que Gone Home era legal e leve, e resolvi baixá-lo. Fiquei decepcionada quando vi meu PC rodando ele a menos de 30 FPS com os gráficos mínimos, e eu não fazia ideia da viagem na qual eu estava me metendo.

Spoilers de Gone Home adiante. Continuar lendo

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Jogo de Afirmação de Papéis

Gênero é uma construção. Um papel que interpretamos para nós mesmes e para as pessoas ao nosso redor. Uma interpretação que dá um senso de ser para nós mesmes e para as outras pessoas. Afirmamos os nossos gêneros vivendo eles, e afirmamos os gêneros das outras pessoas interagindo com ela (quer essa afirmação esteja certa ou errada).

Expressão de gênero é como jogar RPG.

E jogar RPG é minha forma favorita de expressar o meu gênero para mim mesma. Continuar lendo

Trans In Games – Persona 4 – Naoto Shirogane

Eu fiquei enrolando esse post acho que por mais de um mês. Esse assunto, Naoto e Persona 4, é um assunto muito delicado pra mim. Principalmente porque ele era meu jogo favorito na minha pré-adolescência, mas aí eu fui jogar ele de novo depois de ter começado a minha transição e eu chorei toda vez que via o Naoto, e fiquei com um desgosto enorme pelo Kanji e pelos demais personagens homens cis do jogo.

A misoginia e a homofobia reproduzida por essas personagens é de doer no peito. Ainda mais em um jogo com uma história tão profunda e complexa quanto esse. Eu me sinto triste toda vez que penso em Persona 4. Eu sinto que vou ter um ataque de pânico toda vez que ouço alguém se referir ao Naoto usando pronomes, artigos e adjetivos femininos.

Meu objetivo nesse post já deixou de ser desafiar o canon e provar que o Naoto é homem. Também já deixou de ser denunciar a misoginia, a transfobia, e a homofobia que existe no jogo. Agora é só um desabafo. Preciso tirar essa pedra do meu caminho pra poder continuar com as demais personagens trans maravilhosas que o nosso mundo de videogames tem pra oferecer.

Se eu vou chorar toda vez que abro o editor desse arquivo, vamos chorar pra valer, e chorar tudo de uma vez. Eu nem comecei a falar dele e já estou chorando. Esse assunto é super trigger, então, por favor, gente. Sem comentários babacas dessa vez.

Spoilers de Persona 4 adiante. Continuar lendo

FucKonami

Quando você acha que a Konami não poderia se afundar mais na própria merda… Eles anunciam Castlevania: Erotic Violence e Silent Hill: Pachinko.

E só pra botar a cereja no bolo, agora a tem um monte de gente denunciando as condições de trabalho precárias que as pessoas empregadas pela Konami são obrigadas a lidar.

Way to fucking go, Konami. Continuar lendo

Mini Trans In Games – Social Dysphoria: The Game

Aqui estava eu, no tédio da internet, quando me deparei com esse joguinho de flash incrível sobre as frustrações sociais que pessoas trans são obrigadas a passar pra conseguir o seu tratamento hormonal.

Nele você encontra o cisrobô, que mesmo depois de perguntar o seu gênero, resolve dizer que você é do gênero oposto. Seu objetivo é desviar de pronomes errados e coletar palavras dos pronomes certos pra manter seu nível de sanidade mental estável.

O jogo se chama Social Dysphoria: The Game, e ele foi produzido por uma pessoa linda chamada Nicole Brauer. Infelizmente eu não consegui mais nenhuma informação sobre essa pessoa, mas o jogo é maravilhoso, e os outros jogos que ela fez também são maravilhosos!

Você pode jogá-lo de graça no Newgrounds ou ver o perfil dessa pessoinha maravilhosa no Newgrounds.

Novo RPG Maker a caminho

Eu acabei de ver essa notícia que me deixou muito animada. O próximo RPG Maker sairá ainda esse ano sob o título de “MV”. Eu não tenho a menor ideia do que essa sigla significa, mas eu não tenho ideia do que nenhuma das siglas de RPG Maker significam.

Anyway, estranhezas de lado, o novo RPG Maker MV trará algumas mudanças bastante pertinentes pra qualquer pessoa que tenha interesse em desenvolver com a engine. Continuar lendo

Jade Empire, O Império dos Homens

Jade Empire foi o nono RPG desenvolvido pela Bioware, e ele geralmente é reverenciado como “um dos jogos mais revolucionários de sua época”. E mesmo 10 anos depois, o jogo tecnicamente se manteve muito bem. Os gráficos são os melhores que saíram pro Xbox original, a trilha sonora é ótima, e a gameplay mudou para sempre a forma como pensaríamos RPGs ocidentais de ação, mas o machismo… Por que as pessoas deliberadamente escolhem ignorar o machismo que existe nesse jogo?

Esse post contém spoilers de Jade Empire.

Trigger Warning: Menções de Feminicídio

Lukas Kristjanson e Mike Laidlaw, se vocês querem me foder, paguem um jantar antes. Continuar lendo