Resenha: Epic Spell Wars of the Battle Wizards: Duel at Mt. Skullzfyre

Trigger Warning: Gore. Piadinhas sobre pênis.

Sabe quando um jogo tem mecânicas muuuuito legais, mas o tema da parada é tão horrível que não dá pra jogar? É.

É nesse momento que eu digo que a gente tem que começar a se apropriar das paradas maneiras pra que elas possam se tornar maneiras de verdade. Continuar lendo

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Terra-Média: Sombras de Sexismo

Nunca teve muitas personagens femininas em Senhor dos Anéis, e eu serei a primeira fã da série a admitir isso. Mas as poucas que estão lá são muito legais: Galadriel, Arwen, Éowyn (que é a personagem mais foda da série, diga-se de passagem). Nenhuma personagem é trans, mas o livro foi escrito em 1937~45. Vamos dar um desconto pro autor né?

Acontece, que em 1937 o Tolkien já tinha noção de que mulheres não precisam ser troféus pra história de um cara ou estar sempre em perigo. Mesmo a Arwen, que é a personagem mais sem sal dos filmes (eu detesto os livros de Senhor dos Anéis. Me crucifiquem), tem seus vários momentos de heroísmo.

Mesmo assim em pleno ano 2014, escritores da Monolith Games que trabalharam em Terra-Média: Sombras de Mordor não conseguem escrever UMA porra de uma personagem feminina que não seja uma donzela em perigo.

Em um jogo baseado na obra do Tolkien, ainda por cima.

Eu me senti particularmente ofendida com isso.

Aqui tem spoilers de O Senhor dos Anéis e Terra-Média: Sombras de Mordor (mas sério, a história desse jogo é uma bosta. Não ligue pra spoilers de histórias bostas). Continuar lendo

Ubifoda-se lança pacotes de pré-compra para ingressos de Assassin’s Credo

Eu costumava gostar de Assassin’s Creed. Assassin’s Creed era bom. Assassin’s Creed 2 era muito bom. Assassin’s Creed Brotherhood era muito bom. Assassin’s Creed Revelations foi meio podre, mas Assassin’s Creed 3 foi muito bom!

E depois a Ubisoft resolveu mostrar sua cara. E pato que partiu, que cara feia. Continuar lendo

Sobre as Transmissões de Dragon Age RPG

Tudo nessa vida é um experimento. Fazer coisas novas, com objetivos novos em mente, pra obter diferentes resultados e aprender com estes. Ou pelo menos é assim que eu tento ver pra não ficar chorando sobre qualquer leite derramado (obviamente, eu fracasso miseravelmente nesse quesito).

E às vezes esses experimentos não dão certo, que foi o caso das transmissões – streamings – de Dragon Age RPG, e é mais um daqueles casos de aprender os seus limites. Continuar lendo

20 Mulheres ALBT fictícias que inspiram a Felicia

Okay, eu sei que faz um tempo que o dia da mulher já passou, mas, ei! Antes tarde duke nukem.

Me inspirei num texto da Clarice do Ideias em Roxo e resolvi fazer uma lista de um monte de minas fictícias que eu curto pra caramba, mas a lista ficou grande demais, então eu fiz uma lista de personagens que me inspiram, e ainda assim ela ficou longa pra caralho, então eu encurtei mais ainda pra mulheres ALBT fictícias que me inspiram!

Isso inclui mulheres cis lésbicas, assexuais e bi/pan/poli/multi/omnissexuais, mulheres trans e pessoas transfemininas de todas as sexualidades, e pessoas com gênero fluído que passam boa parte do tempo se apresentando como mulheres.

E mesmo assim a lista ficou gigantesca. São 20 mulheres divididas em 16 itens e 4 categorias. E ainda tem mensões honrosas.

Antes de prosseguirmos com a lista, alguns esclarecimentos:
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LGB, sem o T

Trigger Warning: Bifobia, Transfobia, Linguagem pesada.

Você é feminista? Ativista dos direitos gays? Ativista LGBT? De esquerda ou anarquista?

O seu movimento acolhe pessoas trans? Ou ele nos trata como um sintoma de um mundo opressor que não deveria existir?

O Feminismo bucetista não é novidade pra ninguém. E o Movimento GGGG já é motivo de cuidado entre pessoas LBT. Bis sabem o quanto é difícil se sentir invisível em um movimento que deveria reconhecer todas as formas de amor, mas não reconhece a capacidade dessas pessoas de amar, porque ela é “indecisa”.

Mas sabem o que é pior? Quando um suposto movimento de igualdade social que tem a letra “T” nele que, supostamente, significa “Trans”, faz com que as pessoas trans passem a temer pela própria vida.

Quando a sigla de um dos maiores movimentos sociais do mundo parece que tem a última letra só de enfeite.

Semana passada, uma garota trans foi espancada por um grupo de homens gays.

O “movimento LGBT” não tem nada de T nele. Continuar lendo