NPCs e Construção de Mundo

Um assunto que tem se feito relevante em algumas situações nas quais eu tenho me encontrado recentemente é a construção de NPCs.

Eu tenho uma tendência a achar jogos de mundo aberto extremamente chatos, porque eu sou o tipo de jogadora que gosta de ver que minhas ações tem consequências significativas. Me dê um mundo repleto de pessoas sem rosto, todos com a mesma voz e a mesma falta de história, que simplesmente servem como parte de cenário para as peripécias, heroísmos ou terrorismos da sua personagem e eu vou ficar incrivelmente entediada em menos de 2 horas.

Eu não consigo gostar de GTA, Red Dead Redemption e outros jogos do gênero tanto quanto outras pessoas. E o único motivo pelo qual eu consigo me divertir com Skyrim é pelo aspecto de expressão pessoal – que simplesmente não existe nos GTAs da vida.

E eu culpo isso pela falta de NPCs profundos.

Enquanto eu também sou o tipo de jogadora que se encontra fascinada com mundos que vivem sem precisar da minha intervenção e está repleto de pessoas simplesmente vivendo suas próprias vidas e aventuras.

Um mundo é criado pelas pessoas que habitam nele, e a maior quantidade de pessoas que habitam um mundo de videogame são sempre NPCs.

Nesse artigo eu pretendo falar tanto sobre videogames quanto sobre jogos de mesa. Continuar lendo

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Diário Aleatório Sobre Impeachment e Depressão

Acho impressionante, e até difícil de entender, o quanto o atual governo Temer consegue destruir a força de vontade de uma garota branca de classe média (evidentemente privilegiada) a ponto de que ela não vê mais nenhum futuro na sua vida.

Eu vou mais uma vez quebrar minha regra pessoal de não falar sobre macro-política, mas agora esse post é mais sobre mim do que sobre política, por mais que seja difícil distanciar os dois.

E por mais que o impeachment tenha acabado de rolar oficialmente e que o Temer seja o nosso novo presidente só alguns dias, o medo que a internet me colocou em relação a esse senhor praticamente careca com um ego grande suficiente pra chamar a porra do próprio filho de “michelzinho” é tão grande que, nos dois primeiros dias do impeachment oficializado, eu não consegui deixar de chorar a cada nova notícia do que provavelmente virá a ser conhecido como ‘golpe de 2016’. Continuar lendo