Recomendações Felicissimas #3

Que desculpa do caralho pra eu não ter que criar conteúdo de verdade né?

HUEHAUHEUAHUEHAUHE

Vamos lá pra algumas recomendações pro mês de Dezembro. Tentar achar algo bom com o que acabar 2016.


Darkest Dungeon

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Essa é uma recomendação de nicho. Eu já conheço Darkest Dungeon faz tempo, e você provavelmente também, mas eu estou jogando ele com mais frequência nas últimas semanas como fonte de inspiração pra partes mais tediosas do desenvolvimento do meu jogo mais recente.

Em Darkest Dungeon você toma o papel de um membro rico de uma família cujas riquezas foram perdidas graças às atrocidades do seu avô tentando descobrir mistérios que jamais deveriam ser encontrados. O seu objetivo é retomar a mansão para a sua família e desvendar que coisas horríveis seu avô descobriu em meio as suas surubas e bebedeira. Para isso, você contrata infinitos caçadores de recompensas, os quais você joga nas catacumbas mais escuras, e lhes dá ordens para que eles explorem essa mansão, que é gerada aleatoriamente a cada visita, e lutem contra monstros do mau em batalhas em turno.

As mecânicas das dungeons e do combate são border-line Shin Megami Tensei. Não apenas isso, mas a progressão dos personagens também é extremamente reminiscente de JRPGs clássicos onde o seu caminho já foi traçado, e qualquer forma de divergir desse caminho é puramente superficial, e tudo leva ao mesmo resultado.

O aspecto mais único de Darkest Dungeon está no nível de estresse das personagens, que pode crescer a ponto de que as personagens de tornam inutilizáveis no dia seguinte, o que também faz parte da fórmula de alguns Shin Megami Tensei, mas a diferença aqui é que você pode forçar seus peões a lutarem além das suas capacidades mentais, criando neles traumas, que afetam o jogo de forma negativa, e até comportamentos automáticos e completo desrespeito pelas suas ordens.

As metáforas morais de Darkest Dungeon com a relação empregador-empregado são muito boas, mas só funciona por quanto tempo você decide investir no jogo. Toda mecânica desse jogo acaba se tornando um grind assim que uma das suas personagens chega no nível 3. E se você já derrotou um boss e levou pelo menos uma personagem ao level 3, você já viu tudo que o jogo tem a oferecer. Darkest Dungeon tem uma mensagem bastante impactante nas suas primeiras horas, mas depois disso, as tarefas se tornam repetitivas, e a não ser que você goste de repetição, esse jogo não vai realmente te prender.

Esse jogo é interessante de ser estudado pra justamente tentar encontrar como e porque tais decisões foram feitas e o que isso quer dizer para a mensagem que o jogo está passando.

Eu poderia passar horas falando sobre as implicações morais de Darkest Dungeon, mas como isso era pra ser uma recomendação curta, vou ficar por aqui.


Fallout New Vegas

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Eu não joguei esse jogo o suficiente pra ter opiniões bem formuladas sobre ele. Mas tanto eu quanto minha namorada jogamos esse jogo de formas completamente diferentes, e o jogo nos permite ter essas diferenças. New Vegas é capaz de criar oportunidades de interpretação que poucos RPGs eletrônicos realmente conseguem proporcionar. Tudo é possível, e os sistemas do jogo são refinados o suficiente para responder de forma mais ou menos crível a todas essas possibilidades.

Pra quem fala inglês, vou deixar vocês com um vídeo do Mark Brown sobre o assunto:


Moon Hunters

moonhunters

Esse é um jogo independente relativamente recente que se baseia na premissa de um “RPG de teste de personalidade e ação cooperativa para de 1 a 4 jogadores”. Esse jogo é bom pra identificar a sua personalidade? Não. Mas oferece várias oportunidades de interpretação nas quais você pode dar respostas de acordo com você mesme ou de acordo com a personagem que “criou”.

Cada campanha de Moon Hunters dura mais ou menos uma hora, mas o diferencial de Moon Hunters é justamente que ele precisa ser jogado várias vezes para ser completo. Ao contrário da maioria dos RPGs que contam uma história que dura horas e horas, Moon Hunters tem uma história que se repete de forma cíclica, mas cada vez que você joga, o ciclo se altera de forma sutil.

Suas personagens de campanhas anteriores morrem e se tornam constelações que moldam as lendas do próximo ciclo. E o povo de uma vila que nem se quer existia no seu jogo anterior pode falar das lendas da grande “Jararaca” que lutou contra as forças do Sol a muitas eras atrás com a fúria de um rio em enchente.

E a cada vez que você joga, você não só altera a história desse ciclo sem fim com sua própria personagem e seus próprios feitos. Você aprende mais sobre as possíveis variáveis do mundo, e as melhore estratégias para lidar com cada uma delas.

Entretanto… A aleatoriedade do jogo pode ser um problema. Quando lhe faltam opções do que fazer e você acaba morrendo e perdendo aquela campanha por algum motivo idiota.

Seja como for, eu recomendo.


Roda de Conversa: Accessibility: Making Games for All Gamers with ASL

Eu adoro a Playstation Experience porque, ao contrário de outros eventos de final de ano, a Sony traz uma galera pro palco pra falar de coisas que realmente importam pra industria e quem está nela.

Esse ano, o assunto foi acessibilidade para jogadores com deficiência e como estúdios devem abordar o problema da deficiência e tornar seus jogos bons pra todo mundo que quiser jogar.


Because Games Matter

Essa é uma nova série de poucos videos da galera do Extra Credits falando sobre as vantagens e as luzes que videogames trouxeram pra vida das pessoas.


Game Master Tips with Matthew Mercer

Nessa série de vídeos, o famoso dublador Matthew Mercer da dicas muito valiosas sobre como narrar mesas de RPG. Pensei inclusive em roubar a ideia e postar algo parecido no Dragon Age Brasil.


Joseph Anderson

Enquanto eu não posso falar nada sobre os livros de fantasia e ficção científica dele, Joseph Anderson é um cara bem esperto quando se trata de analisar videogames.

Os seus vídeos são insanamente compridos, mas como ele aborda cada minuto de gameplay e cada linha de diálogo dos seus jogos como objetos de desconstrução, o tempo que ele leva pra explicar os seus argumentos é mais que compreensível.

Mais de uma vez eu discordei de algo que ele disse, mas perceber uma perspectiva diferente da minha de uma forma tão bem argumentada não tem feito nada além de enriquecer meu conhecimento e minha capacidade argumentativa.

Não sei ainda se posso colocar ele na lista de “sites seguros”, mas veremos com o tempo.

Aqui está um vídeo dele falando de No Man’s Sky.


The Comeback of the Immersive Sim | Game Maker’s Toolkit

Eu já coloquei o Mark Brown na lista de sites seguros? Se não eu deveria colocar.

Ele oferece os melhores insights sobre game design e seus detalhes na internet inteira. Eu sou uma fã gigantesca desse cara, e o vídeo acima é o vídeo mais interessante que eu assisti o semestre inteiro, e me deu vontade de procurar e conhecer mais os autores citados nele.


Artigos no Gamasutra

Estes são os artigos mais interessantes que eu li no Gamasutra esse mês, e vocês deveriam ler também.

Nota: Todos foram escritos em inglês.


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