Desabafo do Facebook

Eu acabei de postar isso no Facebook e quis colocar aqui também. Kek.

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Posso falar pra vocês o quanto é estranho as pessoas levando meu trabalho no blog a sério?
Porque eu não levo. Ou pelo menos não da maneira que levei outros trabalhos.
FGD não é meu emprego. É minha mais pura e simples paixão. Eu uso ele pra falar de coisas que são importantes pra minha vida e mais nada além disso. Só que acontece que quando eu me apaixono por alguma coisa eu posso ficar semanas pesquisando só aquele assunto pra escrever algo que me satisfaça.
Só que minhas fontes de pesquisa não são livros de filosofia de cadáveres gringos. Minha fonte de pesquisa é o youtube, o facebook, conversa com gente viva e blogs de pessoas tão apaixonadas quanto eu.
Eu sou a única autora que eu conheço que não tem hábito de ler livros.
Aí por algum motivo além da minha compreensão, aparece gente tipo a Letícia Rodrigues out of fucking nowhere dizendo que o MEU blog que eu só escrevo por paixão nas horas vagas inspirou parte do trabalho acadêmico dela que é tipo um trabalho de verdade com horas pagas e orientadores e o caralho. Ou gente tipo a Thais Weiller que decide me chamar pra participar do maior evento acadêmico de jogos eletrônicos do Brasil quando eu continuo me vendo apenas como uma adolescente com tempo livre demais que ama muito jogos digitais (eletrônicos E de mesa). Ou esses mesmos dois mulherões da porra me chamando pra fazer uma palestra sobre um dos meus RPGs favoritos na UTFPR.
E eu fico sentindo que eu não mereço esse reconhecimento todo.
Eu não faço isso pelo dinheiro, nem pela fama, nem se quer pra contribuir pro estudo da Ludologia (até pq eu não podia ligar menos pra Academia, e ativamente evito ela e não pretendo fazer faculdade nunca na minha vida).
E mesmo assim o ato de eu simplesmente amar alguma coisa tanto quanto eu amo videogames e boardgames me rendeu ser admirada e reconhecida por pessoas que eu mesma admiro. E não só isso, ter a minha voz ouvida por pessoas que eu nem sei o nome.
E de novo, mesmo com tudo isso eu continuo me sentindo apenas uma adolescente com tempo demais nas mãos que por acaso gosta muito de videogames.
Eu não quis participar do SBGames esse ano. Mas agora eu decidi que vou e… Honestamente eu me emocionei com esse pensamento que meu trabalho significa tanto pra essas pessoas. Mesmo que não seja nada profissional. Nada acadêmico. É um trabalho sincero e dedicado o suficiente pra merecer todo esse amor que eu to recebendo.
Isso vale mais do que qualquer coisa nesse mundo.
Obrigada.
Tipo, de verdade.
Eu não seria nada sem meus leitores e leitoras.
AAAAAAAAAAAA I’m crying.


Reconhecimento é legal pra caralho, mas receber pelo trabalho costuma ser também, e me ajuda a fazer textos ainda melhores pra vocês. Toda força é bem-vinda.

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