Trailer Controverso de Catherine Full Body

Okay, gente. Isso ACABOU de acontecer e eu preciso passar a notícia pra frente.

Hoje foi divulgado o primeiro trailer pro remake de Catherine e… CARALHO eu posso não saber falar japonês, mas eu sei reconhecer uma “trap” quando eu vejo uma!

Que nojo, Atlus. Você não para nunca?

Pra quem tem a bênção de não saber, Catherine é um jogo de puzzle que foi lançado pro PS3 e Xbox 360 em 2011 pela mesma equipe responsável por Persona.

Mecanicamente é um jogo maravilhoso, mas tem uma das narrativas mais misóginas e transfóbicas já colocadas em um videogame. Inclusive nós já falamos aqui no blog sobre o quão transfóbica ela chega a ser.

MAS A ATLUS NUNCA PARA COM A TRANSFOBIA, PARA?

Um remake para PS4 e PlayStation Vita foi anunciado, e com ele, uma nova personagem que aparentemente será o foco de uma nova rota para o nosso querido “herói”, Vincent Brooks.

Esta garota, como nós sabemos agora graças ao trailer, se chama Rin. E aparentemente ela gosta muito de levantar o vestido pra mostrar o “volume” dela. E a comunidade trans acredita que se trata de uma nova personagem transgênera que o Vincent poderá ser livre para sentir nojo de ter conhecido.

Vamos começar pelo fato de que pra mídia japonesa, mulher trans não existe. Somos todas homens disfarçados e “otokonokos” para eles. Então nada mais justo que dar um nome de gênero neutro para a pessoa “ambígua” que “na realidade é um homem”. Rin.

Depois, vamos ver esse trailer? O que que o Vincent faz quando olha pra virilha da mulher com quem ele aparentemente acabou de transar? GRITA EM HORROR.

Okay, vamos olhar o logotipo do site novo?

MULHER POR FORA, HOMEM POR DENTRO.

FODENDO INTERESSANTE, NÃO?

E finalmente, a arte teaser do site oficial. http://fullbody.jp/

Uma Rin gigante levantando a saia pra mostrar a sua virilha. Pose clássica pra quem já passou mais de 10 minutos procurando imagens de “traps” na internet.

Pode não parecer pra vocês, mas pra mim parece que essa tal de Rin está gritando uma “rota trap” pro novo jogo. E a Atlus nunca ia perder uma chance de transformar pessoas LGBT em aberrações predatórias.

Eu espero estar errada, mas tenho quase certeza que não estou.

Agradeço especialmente Beto Thiago Alves, nossa Bruxa da Floresta do Norte, por me ajudar a falar pra vocês desse tipo de coisa.

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