Eu Não Quero Mais Fazer Jogos

Dia 29 de Junho de 2018. Acabei de voltar de um pequeno grande evento chamado Glitch Mundo, que foi criado por um pequeno coletivo de desenvolvedoras independentes ao redor do país como uma resposta ao BIG Festival.

E conversando com aquelas pessoas e refletindo sobre o meu papel naquilo tudo, chego à conclusão de que: Eu não quero mais fazer jogos. Continuar lendo

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O Dia Internacional da Mulher Não É O Meu Dia

Bom. Você pode estar se perguntando agora por que eu não postei nada ontem.

Todos os outros blogs e sites fizeram alguma coisa. E é uma data importante pra caralho. Até o Governo do Estado do Paraná e a Prefeitura de Curitiba fizeram uma grande homenagem ao dia dessas pessoas maravilhosas que consistem de mais da metade da população mundial (mais ou menos).

Então o que há? “Você não é mulher, Felicia?”

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Diário de Novembro

Sabe. Uma coisa que eu notei com o post sobre Persona é que eu não presto pra planejamento. Eu não posso planejar nada, principalmente com o blog, com antecedências demais porque daí simplesmente não vai acontecer.

E mesmo assim vocês tem paciência de ficar do meu lado e ouvir o que quer que eu tenha pra falar!

Mas isso não deixa de ser um problema. Eu to a exatamente 1 mês sem postar nada substancial, então achei melhor fazer um update do que está acontecendo. Continuar lendo

Apropriação Transgênera (Um Resumo) – SBGames 2017

Nos dias 2, 3 e 4 de Novembro desse ano (2017) aconteceu a 13ª SBGames, um evento nacional sobre a pesquisa acadêmica e o desenvolvimento de videogames. E foi uma SBGames bastante especial por que a Thais Weiller – mulher mais incrível deste planeta – estava lá e resolveu montar um espaço pra gente falar de diversidades nos jogos, prontamente chamado de Jogos Diversos.

Este espaço foi ocupado por palestras maravilhosas de projetos e pesquisas que estão acontecendo ao redor desses temas, junto com rodas de conversa contando com a participação de algumas pessoas bastante incríveis como a Letícia Rodrigues, Beatriz Blanco, Lucas Goulart, Tainá Félix, Luiz Bragança, Tathiana Sanches, e mais um mundo de pessoas que eu não tenho como lembrar o nome e/ou linkar os seus projetos.

Tiveram duas mesas das quais eu participei, e eu quero falar das minhas apresentações nessas mesas aqui no blog porque muita gente tem me falado “nossa, que legal, Felicia. Do que você falou?” e eu posso simplesmente linkar este post para elas. Sem falar que na primeira apresentação eu estava nervosa que só o diabo e não consegui falar tudo que eu queria. Espero poder compensar aqui.

Mas uma dessas apresentações não será necessário falar sobre por que no Dia 4 eu basicamente só repeti as coisas que estão escritas no post recente Um Caso de Consequências – Hellblade, The Cat Lady, Downfall e Atipicidades Mentais.

A apresentação do Dia 3 foi uma compilação de outros assuntos que tratei no blog, mas eles estão espalhados de forma confusa. Então por que não fazer um post no blog resumindo essa história da mesma forma que fiz na SBGames?

Vamos lá! Continuar lendo

O Feitiço de Ser Sua Própria Melhor Amiga

Arte por kimbbq

Eu honestamente não sei por onde começar com isso. O hype passou.

Eu não tenho o que dize pra vocês, mas algo, dentro do âmago do meu ser, diz que eu devo. Eu tenho uma obrigação moral de vir até vocês, leitoras e leitores, que tem me acompanhado na minha jornada até aqui a dois anos, e dizer o que aconteceu comigo nestas últimas semanas.

Eu quis escrever esse texto a mais de uma semana atrás, mas eu acabei decidindo não escrever porque eu tinha “responsabilidades” para atender. Mas existe alguma responsabilidade maior nessa Terra sagrada do que a responsabilidade que eu tenho comigo mesma e meu próprio espírito?

Infelizmente minha noção de tempo é distorcida por vários acontecimentos. Na realidade, ela sempre foi, mas agora especialmente eu não tenho ideia de quando ou como certas coisas aconteceram.

Mas eu devo satisfação pra vocês (porque eu ando escrevendo pouco) e pra mim mesma.

aviso de conteúdo: depressão, suicídio, alucinações

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Dragon Age Brasil e… A Manhã Virá de Novo?

Bom. Depois de muitos problemas técnicos e não tão técnicos, acho que agora vai.

Se você acompanha o blog faz tempo, você deve saber que AGE é meu sistema favorito, que eu narro Dragon Age RPG pros meus amigos, e a gente tem tentado compartilhar essas empreitadas na internet desde fevereiro. Com streams no twitch, vídeos no youtube, e até um site dedicado. Bom, se você tentou entrar no site recentemente, você deve ter notado um aviso com um link te redirecionando para um site chamado Dragon Age Brasil.

Long Story Short, Dragon Age Brasil e A Manhã Virá se tornaram um projeto só. Todos os meus textos sobre a lore de Dragon Age e sobre Dragon Age RPG podem ser encontrados lá agora. Assim como todos os seis episódios disponíveis de A Manhã Virá.

Isso significa que a gente vai ter que… Por falta de melhor termo em português… Get our shit together. Continuar lendo

Foi Mal – Meditações Sobre Comportamento Político

Depois das eleições de 2016 no Brasil e nos Estados Unidos, A Esquerda em todos os quatro cantos da internet resolveu passar por um período de semancol, pra quem sabe notar que toda essa violência com a qual ela trata pessoas as quais discordam dela só ajuda a Direita.

Esse é o texto mais fácil de entender que fala sobre isso.

Eu tentei argumentar com as pessoas acadêmicas da Esquerda brasileira que fica atacando as pessoas sem motivo real nenhum aqui e aqui usando da sua própria linguagem e dos seus próprios argumentos.

Mas pensando bem agora, talvez eu seja vista como parte dessa esquerda acadêmica violenta, por mais que jamais tenha sido a minha intensão. Esse vai ser um post bem curtinho criticando minha própria violência contra potenciais leitores cisgêneros. Tentando descobrir os motivos por tais comportamentos, e procurando uma solução para tal. Eu sinceramente gostaria que outros blogs “SJW” fizessem a mesma coisa. Ninguém vai mudar o mundo brigando na internet. Se a gente não pode pegar em armas de fogo pra destruir o poder, a nossa única forma de fazer isso é com compreensão, diálogo, respeito e, ouso dizer, amor (palavra que a galera de esquerda parece odiar, refutando toda maldita vez com #eunãosouobrigada). Continuar lendo