Resenha: Attack on Titan – Deck Building Game

Attack on Titan – The Deck Building Game é um jogo cooperativo (com modo de jogo solitário) de construção de baralhos desenvolvido pela Cryptozoic e publicado em novembro de 2016, baseado na série de animação japonesa de mesmo nome que FAZ MEU CORAÇÃO PARAR TODA SEMANA.

Infelizmente o jogo não faz o meu coração parar do mesmo jeito que o desenho, mas ainda é divertido. Continuar lendo

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O problema não-binário

Eu vou me posicionar diante de uma questão que costuma dividir o transativismo de forma bastante violenta, e eu honestamente não tenho ideia de como fazer isso sem acabar ofendendo alguém ou sendo respeitosa com todas as partes possíveis. Eu tenho a impressão que esse assunto inevitavelmente vai machucar alguém a não ser que todomundo aprenda a agir como adultos. Então eu não vou tentar esconder nem deixar “mais amena” minha opinião sobre isso.

Eu vejo websites como o orientando.org e eu honestamente fico me perguntando, o que há de errado com essa adolescência que precisa tanto se afirmar fora do padrão que inventa “identidades” completamente sem sentido, e potencialmente ofensivas como “kingênero”? E ao mesmo tempo eu vejo pessoas criticando pessoas assexuais ou arromânticas chamando-lhes de “floquinhos de neve” e não consigo entender direito de onde vêm tanta necessidade de negar identidades inofensivas. Continuar lendo

Ubisoft: The Movie

Alguém aqui assistiu Assassin’s Creed? Em teoria eu assisti, mas não tenho certeza se isso funciona na prática. Esse filme não faz sentido nenhum. Assim como as práticas do mercado de videogames AAA. Esse filme parece até uma alegoria pra elas.

Eu vou ser a primeira pessoa admitir: Eu gosto de Assassin’s Creed. Assassin’s Creed é uma bosta hoje em dia, e a Ubisoft representa tudo que há de ruim na indústria AAA ocidental, mas eu gosto. Eu me divirto. Tenho uma tradição de sempre jogar o último assadinho junto com um amigo próximo meu e a gente adora cada nova entrada ruim na série.

Mas eu não posso perdoar o filme. E muito a Ubisoft.

E não se preocupem que não vai ter spoiler. Continuar lendo

The Game Awards 2016

Gente, o negócio é o seguinte. Eu queria, mas queria muito mesmo ficar animada com o The Game Awards desse ano. Mostrar pra vocês toda a celebração da cultura gamer em uma noite de festa do mesmo jeito que o ano passado.

Mas os Game Awards desse ano não passaram de uma propaganda gigante de 2 horas e meia.

3 anos atrás, quando Geoff Kieghley resolveu fazer isso sozinho, os TGA eram pra ser a antítese dos Spike Awards. Mas no final? Virou a mesma bosta desrespeitosa de sempre que só quer vender.

Os The Game Awards de 2016 tiveram o menor tempo de todas as edições dedicados a reais premiações. Todos os prêmios foram dados de forma muito rápida e muito inconsequente. E a maioria dos prêmios nem foram dados no palco do show! De todas as 24 categorias, só 12 receberam prêmios no palco! E algumas dessas categorias nem fazem sentido, tipo “melhor criação de fãs” ou “melhor estúdio/direção”.

Eu me sinto envergonhada, inclusive, de me animar pra tal evento. Que a partir desse ano será a mesma bosta que o spike era: Corporações multinacionais chupando o pau umas das outras.

O show teve 4 momentos genuinamente bons. Mas eles sendo esmagados continuamente pelo corporativismo desenfreado, perderam quase todo o seu valor.

A premiação foi tão patética que ninguém nem se incomodou em fazer gifs engraçados Continuar lendo

Magia Cinematic Universe

Uma das partes mais legais do universo da Marvel – e de quadrinhos em geral – é a magia. Aqueles aspectos da realidade do quadrinho que não são, não precisam, e não devem ser explicados por scientific babble, e se encaixam bem melhor no reino da filosofia/espiritualidade/religião.

O que eu acho particularmente interessante sobre Magia Marvel, é que ela se baseia em conceitos “reais” de magia. E geralmente (não sempre, depende de autor pra autor e de qual época a gente tá falando) se mantém distante daquela coisa de todomundo ter super poderes e magia ser só uma desculpa pra quando você não tem uma desculpa. Ou então aquela putaria de mesas de Mundo das Trevas que faz parecer que todas as criaturas do universo são sobrenaturais e não existem pessoas normais de verdade.

Ah é. Spoilers de Dr. Strange a seguir: Continuar lendo