Tagarelando Sobre Persona 5

Persona 5 é um bom jogo. Mas só “bom” não vai tão longe quando se considera um dos seus antecessores, Persona 3, uma das obras primas do mundo do videogame.

Mas seja como for, Persona 5 é um jogo que fez a lição de casa – mesmo que não tenha sabido como implementar ela.

Não deve ser segredo pra vocês que o conceito principal da série, e seu título, foi baseado no estudo da psicologia arquetípica de Carl G. Jung, a Persona que é um tipo de arquétipo análogo a máscaras que usamos durante o dia a dia para nos apresentar para o mundo ao nosso redor. Mas enquanto em outros jogos essa ideia de arquétipos não passava de uma nota de rodapé e de um pequeno contexto para as situações mirabolantes que os adolescentes que protagonizam essa série passam, Persona 5 NÃO CALA A BOCA SOBRE ARQUÉTIPOS. Trickster, cognição, subconsciente coletivo. Você vai ouvir essas palavras durante o jogo de novo e de novo até a exaustão e depois mais um pouco.

É de se esperar, afinal de contas é o Persona que saiu depois da publicação do Livro Vermelho, o famigerado livro dos sonhos de Carl Jung, que algumas pessoas teorizavam ser o motivo do esquema de cores desse novo jogo ser vermelho. Mas será que ele faz juz a essa expectativa que o jogo coloca sobre si mesmo?

Como eu gastei mais de 120 horas da minha vida em Persona 5 e como eu tinha altas expectativas pro jogo, eu quero fazer alguns artigos envolvendo alguns aspectos literários dele. Mas antes eu queria expressar um sentimento que eu tenho em relação ao jogo…

Persona 5 é uma sequência né? Não se preocupem não tem spoilers a seguir. Continuar lendo

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Um Caso de Consequências – Hellblade, The Cat Lady, Downfall e Atipicidades Mentais

Eu tava demorando muito já pra tratar desse assunto por que surgiram alguns problemas essa semana, que por acaso foi a mesma semana que eu terminei de jogar Hellblade: Senua’s Sacrifice.

E que jogo do caralho. A música, os sons, a arte. Quase tudo sobre Hellblade é incrível, mas eu sinto a necessidade de tratar um assunto específico em relação a esse jogo e outros dois jogos famosos sobre atipicidades mentais que por acaso também foram um marco grande na minha vida: Downfall e The Cat Lady.

Vou tentar manter o texto sem spoilers de Hellblade, mas de Downfall e The Cat Lady serão inevitáveis. Continuar lendo

Resenha: Blood Rage

PELAS BARBAS DE YMIR como eu amo mitologia nórdica e os povos da antiga Escandinávia e ao mesmo tempo odeio Vikings (sorta)!

Blood Rage é um jogo do caralho que trata de todos os aspectos mitológicos e culturais da vida Viking indo desde o favor dos deuses até saques de cidades aleatórias em ciclos de vida e morte que consistem o Ragnarok! E tem tudo que você esperaria de uma fantasia baseada em vikings: Desde bênçãos de Hel até saques de cidades vizinhas, apropriação cultural e mulheres de bikini-mail NO MEIO DA NEVE.

Eu amo esse jogo e detesto ele ao mesmo tempo. Vamos falar de Blood Rage.

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Violências Lúdicas e Simulação de violências reais

Da última vez nós discutimos sobre o que é violência dentro de um jogo, o que são agentes, e como eles se interligam. E chegamos a uma semi-conclusão de que a pergunta “porque jogos são tão violentos”, por mais que não seja falaciosa, é mal direcionada.

Violência dentro de um jogo pode tomar várias formas que podem ou não ter a ver com violências nocivas que podemos ser obrigadas a enfrentar no mundo real.

É sobre isso que quero falar hoje. E sobre como essas violências es assemelham ou se diferenciam quando se manifestam em reinos lúdicos diferentes.

Pra entender esse post você vai ter que ler o seguinte:

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Resenha: Mansions of Madness Segunda Edição

Primeiro de tudo: esclarecimentos.

Esse post não foi feito pro meu blog, apesar de eu ser a autora. Eu to trabalhando como redatora e… Resenhista? Da Rocky Raccoon! Não é fixo. É só uns freelas com notícias e resenhas dos jogos da loja e da locadora deles. Mas enfim, eu to sendo paga pra falar desse jogo.

Vamos ao que interessa.

Quando a gente fala de série Arkham, isso pode significar duas coisas:

  1. A série de videogames mais recente do Batman, que é… Okay?
  2. A série de boardgames, card games e livros da Fantasy Flight Games que se baseiam na obra de H.P. Lovecraft e dos autores lovecraftianos depois dele. Também conhecida como Arkham Horror Files.

E eu AMO Arkham Horror Files. Continuar lendo

Correção: Reinos Lúdicos São Dinâmicas, Não Gêneros.

Sabe quando você tá pesquisando um assunto aí você nota que tem que escrever sobre outro assunto antes, aí você escreve, aí volta pra pesquisa, e nota que você falou bosta, e aí se corrige, quando se corrige nota que precisa falar de mais um aspecto antes de chegar no assunto final, e aí fica morrendo de medo de quando você realmente tiver o conteúdo pra chegar no assunto final note que ainda falta merda pra ser falada?

É, pesado.

Mas esse post vai ser um adendo curtinho pra outros dois textos que publiquei anteriormente. Continuar lendo