Gêneros de Jogos parte 1 – Taxonomias e A Perspectiva da Desenvolvedora

Eta porroila, o site já tem 100 posts publicados. E a consistência de conteúdo tá tão boa quanto miojo feito às pressas. Gênero aqui. Game Design ali. E por mais importante que seja a discussão sobre gêneros humanos e seus papeis, origens e naturezas na sociedade, eu to cansada de falar só sobre isso e quero falar sobre outro tipo de gênero: O gênero de videogames.

O jornalismo de videogames por muitas vezes não sabe direito como classificar um jogo. Final Fantasy X e Baldur’s Gate por algum motivo estão na mesma categoria de jogos mesmo um tendo tão a ver com o outro quanto os dois tem a ver com God of War.

Isso não é útil pra ninguém. No âmbito acadêmico fica difícil determinar o que torna tal jogo bem sucedido ou não, e como um consumidor, fica difícil de determinar que tipo de jogo você vai gostar ou não.

Eu vou dar os meus 2 centavos sobre como resolver esse problema. Seria prepotente da minha parte, é claro, tentar propor isso pra industria inteira quando eu nem se quer realmente faço parte dela, mas quem sabe chame a atenção de alguém que tenha mais conhecimento que eu, e influência de verdade, e crie uma proposta muito melhor do que a minha. Continuar lendo

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A Fusão Entre Jogadore e Personagem

Fotografia por Priscilla Lacerda do Museu do RPG

Yay! Eu recebi a primeira colaboração da comunidade pro FGD. Blog que a pesar de levar o meu nome, é tão meu quanto de vocês. E esse post é sobre o tal do “bleeding”, um conceito que surgiu no mundo do LARP (Live Action Role Playing) e acabou sangrando pro resto do mundo dos jogos (Eu sou demais com trocadilhos né? Fala sério!)

E eu gostaria de vos lembrar que toda pessoa trans é mais do que bem vinda pra contribuir com o site de qualquer forma!

A FUSÃO ENTRE JOGADORE E PERSONAGEM

Por Flávio “Sol Mas Lua” Schmidlin

No mundo dos jogos e esportes existe uma expressão bastante comum, que é sempre repetida e cria uma expectativa de como se deve agir nos jogos. Diz-se sempre “leve na esportiva”. Mas qual a origem conceitual desta fala? Continuar lendo

Resenha: Epic Spell Wars of the Battle Wizards: Duel at Mt. Skullzfyre

Trigger Warning: Gore. Piadinhas sobre pênis.

Sabe quando um jogo tem mecânicas muuuuito legais, mas o tema da parada é tão horrível que não dá pra jogar? É.

É nesse momento que eu digo que a gente tem que começar a se apropriar das paradas maneiras pra que elas possam se tornar maneiras de verdade. Continuar lendo

Lughlogia – Jogos de Mesa e Paganismo

Eu não costumo falar de religião aqui no blog. Não é o tipo de coisa que fica se divulgando a torto e a direito, por mais que eu fale algo sobre os sabbaths da Roda do Ano na página do facebook.

Mas hoje é diferente. Hoje é Lammas. Hoje é Lughnasadh. Hoje é o dia da primeira colheita da Roda do Ano Céltica no hemisfério sul, em que a gente monta bonequinhas de palha e joga joguinhos.

Eu já fiz o ritual de Lammas no dia 31 do mês passado, mas a data “oficial” é dia 4 de Fevereiro, e algo que eu não apontei no post do facebook sobre o assunto, é que este é o sabbath dos jogos! E esse é um blog sobre jogos! Parece um casamento perfeito 8D Continuar lendo

Game Design: Fina Arte Popular

Eu costumava achar que Game Design era uma coisa difícil de se aproximar. Que eu estava, de alguma forma, num tipo de elite de pessoas que sabem o que faz um jogo bom ou ruim. Não demorou muito pra que essa ideia estúpida saísse da minha cabeça, afinal, não há nada de inerentemente complicado demais em relação ao design de jogos.

Além disso, Game Design é uma arte nova, com ideias de pessoas jovens regando ela, e sendo disseminada por meios populares de comunicação (a.k.a. internet). O conhecimento tradicional acadêmico sobre Game Design é pequeno por causa disso, e as possibilidades do estudo formal dessa arte são tão limitadas que faz parecer que é uma arte para poucos. Mas é justamente o contrário que acontece. Continuar lendo