Mas Naquela Época! Introdução & História do Preconceito Sexual

Fantasia Medieval. Meu gênero de ficção favorito pra ser honesta. Ele nos da dragões, magia, e uma base semelhante o suficiente a história do nosso próprio mundo pra explorar problemas mais pé no chão que talvez não sejam possíveis nos gêneros de ultra-high-fantasy ou sci-fi.

Okay, talvez isso seja só uma desculpa pra um certo fetichismo nórdico criado por Tolkien. Mas é um gênero MUITO popular! Principalmente no mundo do RPG. E justamente por ser tão popular ninguém pensa muito sobre. “Ah, é só mais um D&D” pensam os céticos quando olham pra uma caixa de Dragon Age. Mas o conteúdo dessas caixas escondem muito mais do que cavaleiros e dragões.

John R. R. Tolkien, Robert E. Howard, Dave Arneson e Gary Gygax criaram todas as regras silenciosas da Fantasia Medieval que ninguém questiona ou põe a prova. E os seus trabalhos eram abertos o suficiente (principalmente do Gygax) pra que qualquer suposição que o seu publico alvo tenha sobre a realidade acaba entrando ainda mais silenciosamente dentro desse léxico fantástico.

E eu quero desafiar esse léxico. Muita gente gosta de usar esse gênero de fantasia pra justificar comportamentos preconceituosos, usando principalmente do argumento “MAS NAQUELA ÉPOCA”. E é disso que se tratará essa série de textos. Eu quero desafiar a noção do público da Fantasia Medieval. De o que “aquela época” significa. E com isso talvez você saia daqui aprendendo alguma coisa nova. Continuar lendo

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Dicas de Narratriz #1 – Organizar Informações

Narrar RPG de mesa é difícil. Não vamos mentir, é sim. E se tu quiser tomar o papel de narrador, narradora, narratriz ou como quer que você queira se entitular, você vai ter que dedicar boa parte do seu tempo pra preparação de suas campanhas. E até o mais improvisador de todos os narradores pode se beneficiar de algum preparo.

Eu narro apenas a 6 anos, e eu não sou DE FORMA ALGUMA uma expert. Existem pessoas muito mais experientes que eu por aí que escreveram livros sobre o assunto, e meus jogadores sabem o quanto eu consigo me embananar de vez em quando.

Mas conhecimento existe para ser compartilhado, por menor que ele seja. E eu acredito que narradores mais iniciantes podem tirar proveito dessas dicas.

Uma das grandes barreiras da narração de RPGs de mesa, é organizar todas as informações necessárias na sua cabeça. Felizmente nós temos escudos e papéis pra fazer essas organizações.

Eu creio que essas dicas são as quais eu tenho mais propriedade pra falar então começaremos por aqui mesmo, organização. E quaisquer outras dicas são mais que vem vindas nos comentários.

Mas vamos ao que interessa. Continuar lendo

Dados! De 1 a 120 lados.

Todes conhecem o bom e velho dado de 6 lados. Ele é simples, bonito e funciona. Você não precisa pensar muito para ver o resultado de uma rolagem de um d6, todo mundo tem pelo menos 1 d6 em casa, e d6 geralmente é o dado mais comum e barato nas lojas de jogos.

Então porque qualquer pessoa usaria um dado que NÃO é o d6?

GURPS, AGE e Fate concordariam que os outros tipos de dados são desnecessários, mas Storyteller, D&D, Savage Worlds e muitos outros RPGs discordam. E eu também. Continuar lendo