Ubisoft: The Movie

Alguém aqui assistiu Assassin’s Creed? Em teoria eu assisti, mas não tenho certeza se isso funciona na prática. Esse filme não faz sentido nenhum. Assim como as práticas do mercado de videogames AAA. Esse filme parece até uma alegoria pra elas.

Eu vou ser a primeira pessoa admitir: Eu gosto de Assassin’s Creed. Assassin’s Creed é uma bosta hoje em dia, e a Ubisoft representa tudo que há de ruim na indústria AAA ocidental, mas eu gosto. Eu me divirto. Tenho uma tradição de sempre jogar o último assadinho junto com um amigo próximo meu e a gente adora cada nova entrada ruim na série.

Mas eu não posso perdoar o filme. E muito a Ubisoft.

E não se preocupem que não vai ter spoiler. Continuar lendo

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Recomendações Felicissimas #1

Artista Desconhecide

Aqui vai uma historinha engraçada.

Eu e minha namorada passamos mais de um mês procurando um MMORPG pra jogar juntas. Nós tentamos e tentamos e nada parecia agradar as duas. Ela gosta de agir SOBRE o jogo (vencer desafios, ganhar conquistas, etc), e eu gosto de interagir com o jogo (ver a história, interagir com NPCs). Então foi bem dificilzinho achar um jogo que agradasse as duas.

Inclusive nós nos registramos na Level Up Games pra jogar um joguinho que parecia divertido, e não recebemos o e-mail de confirmação até hoje e nunca pudemos experimentar ele. Boa Level up.

Neverwinter online chegou perto, mas não o suficiente (e se alguém quiser jogar comigo, manda um oi).

Aí a gente encontrou o jogo ideal… E eu resolvi transformar isso numa parada pro blog.

Todo mês eu vou postar alguns jogos que eu joguei no mês anterior e creio serem dignos de nota o suficiente para que eu recomende estes jogos pra vocês. Eu não vou colocar jogos AAA famosos na lista a não ser que eu tenha algum motivo muito bom pra isso. Além disso, todos os itens da lista terão uma historinha sobre como eu vim a conhecer o jogo, e minhas opiniões sobre o que eu acho interessante nesses jogos.

Nem todos os jogos que eu vou falar aqui são necessariamente bons, mas são interessantes de alguma forma, então mantenham isso em mente.

E pra galera que tá aqui pelo ~game design~ eu também vou listar alguns materiais que eu estou usando pra estudar, ou já usei no passado.

E já que é Halloween, vamos começar com 3 jogos de horror simplesmente maravilhosos.
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5 mulheres que mulheres podem namorar em videogames

Às vezes nós jogamos videogames como uma forma de auto-expressão. Eu escrevi um artigo sobre isso aqui. Mas por mais que os mundos dos jogos estejam abertos para vários tipos de interação, normalmente faltam sistemas inclusivos de romance entre pessoas do mesmo gênero.

Hoje, na semana da visibilidade lésbica, vim trazer o meu top 5 de mulheres que você pode namorar em videogames enquanto sendo uma mulher.

Essa lista NÃO tem nenhuma ordem específica ou algum critério além de “A Felicia curte muito essa personagem”. Elas simplesmente são as minhas waifus que querem dar uns chupões nas minhas avatares femininas. Continuar lendo

A Beleza do Desequilíbrio

Vamos dar uma pausa na discussão sobre gênero pra falar de algo mais técnico que eu venho querendo abordar faz tempo.

Tem uma palavra que sempre que eu ouço, fazem meus ouvidinhos de designer coçarem como se eu tivesse com sarna. “Balanceamento”. E não é só o falso cognato com a palavra balancing que me deixa louca. O principal é o quanto as pessoas dão uma importância desnecessária pra isso.

Nem todo jogo precisa ser equilibrado. A falta de equilíbrio entre as forças opostas de um jogo muitas vezes são necessárias para garantir a força do tema do jogo, e a fluidez das suas mecânicas. Tentar “equilibrar” o seu jogo para que todas as partes tenham a mesma chance de “vencer” pode ser um grande desperdício de tempo, dinheiro e energia que acaba criando algo virtualmente inútil. Continuar lendo

Calculando e Distorcendo Distâncias em RPG

PdJ = Personagem de Jogadore

RPGs de mesa são jogos de mundo aberto com o maior-fodendo-mapa que você consegue imaginar. Afinal as fronteiras desse mundo aberto não estão limitadas por tecnologia, memória e mecânicas inconsistentes. E sim na sua imaginação.

É o maior círculo mágico que você poderia traçar. E é responsabilidade da pessoa que está narrando traçar este círculo; e PUTA QUE PARIU que círculo difícil de traçar. Vou te contar, narrar RPG é um trampozinho desgraçado. Gostoso, mas desgraçado. Continuar lendo

Dark Souls Não É Tão Difícil

Eu não sou o tipo de pessoa que fica por aí nos Reddits e nos fóruns de videogame procurando discutir os últimos lançamentos da indústria. Esses ambiente já são suficientemente nocivos para quem já faz parte deles faz tempo. Pra uma mulher trans que acabou de chegar seria a mesma coisa que se jogar numa jaula de hienas famintas: Desnecessário.

Mas sempre que eu converso nos poucos círculos gamers que eu possuo, há uma atitude em relação a Dark Souls que eu só consigo entender como fazendo parte do machismo que existe no mundo dos jogos e de uma suposta “meritocracia” que divide “gamers de verdade” e “casuais”.

Porque a maioria das pessoas não tem interesse em jogar Dark Souls? Ele é muito difícil. Um amigo meu uma vez me falou que não entende “como alguém pode querer jogar um jogo difícil só por ser difícil?” Todomundo fala sobre o quanto você vai morrer jogando Dark Souls, de novo e de novo, e até o nome da edição especial do primeiro jogo se chama “Prepare to Die”. “Prepare-se para morrer”.

Entretanto, tudo isso não passa de uma barreira psicológica. Um estigma social que foi colocado ao redor da série pelos fãs e pela desenvolvedora. Dark Souls não é tão difícil assim. Continuar lendo

Terra-Média: Sombras de Sexismo

Nunca teve muitas personagens femininas em Senhor dos Anéis, e eu serei a primeira fã da série a admitir isso. Mas as poucas que estão lá são muito legais: Galadriel, Arwen, Éowyn (que é a personagem mais foda da série, diga-se de passagem). Nenhuma personagem é trans, mas o livro foi escrito em 1937~45. Vamos dar um desconto pro autor né?

Acontece, que em 1937 o Tolkien já tinha noção de que mulheres não precisam ser troféus pra história de um cara ou estar sempre em perigo. Mesmo a Arwen, que é a personagem mais sem sal dos filmes (eu detesto os livros de Senhor dos Anéis. Me crucifiquem), tem seus vários momentos de heroísmo.

Mesmo assim em pleno ano 2014, escritores da Monolith Games que trabalharam em Terra-Média: Sombras de Mordor não conseguem escrever UMA porra de uma personagem feminina que não seja uma donzela em perigo.

Em um jogo baseado na obra do Tolkien, ainda por cima.

Eu me senti particularmente ofendida com isso.

Aqui tem spoilers de O Senhor dos Anéis e Terra-Média: Sombras de Mordor (mas sério, a história desse jogo é uma bosta. Não ligue pra spoilers de histórias bostas). Continuar lendo

Ubifoda-se lança pacotes de pré-compra para ingressos de Assassin’s Credo

Eu costumava gostar de Assassin’s Creed. Assassin’s Creed era bom. Assassin’s Creed 2 era muito bom. Assassin’s Creed Brotherhood era muito bom. Assassin’s Creed Revelations foi meio podre, mas Assassin’s Creed 3 foi muito bom!

E depois a Ubisoft resolveu mostrar sua cara. E pato que partiu, que cara feia. Continuar lendo

20 Mulheres ALBT fictícias que inspiram a Felicia

Okay, eu sei que faz um tempo que o dia da mulher já passou, mas, ei! Antes tarde duke nukem.

Me inspirei num texto da Clarice do Ideias em Roxo e resolvi fazer uma lista de um monte de minas fictícias que eu curto pra caramba, mas a lista ficou grande demais, então eu fiz uma lista de personagens que me inspiram, e ainda assim ela ficou longa pra caralho, então eu encurtei mais ainda pra mulheres ALBT fictícias que me inspiram!

Isso inclui mulheres cis lésbicas, assexuais e bi/pan/poli/multi/omnissexuais, mulheres trans e pessoas transfemininas de todas as sexualidades, e pessoas com gênero fluído que passam boa parte do tempo se apresentando como mulheres.

E mesmo assim a lista ficou gigantesca. São 20 mulheres divididas em 16 itens e 4 categorias. E ainda tem mensões honrosas.

Antes de prosseguirmos com a lista, alguns esclarecimentos:
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Aqun-Athlok, Transgeneridade Sob O Qun

Acabei de acordar de um sonho com um homem com a palavra Aqun-Athlok tatuada no peito.

Eu ando focando tanto em Dragon Age nessas últimas semanas que eu acho que está afetando meus sonhos, mas eu imaginei que seria uma boa hora de falar sobre O aspecto mais chato de Dragon Age: Inquisition: As contradições do Iron Bull sobre o Qun.

E também vou aproveitar e fazer um questionamento sobre inclusividade trans e apagamento intersexo.

Spoilers de Dragon Age: Origins, Dragon Age: Inquisition e Dragon Age: Those Who Speak. Continuar lendo